Sempre que me apaixono
Aposto no jogo meus quatro corações (ases meio desasados, mas que só voam com o bando completo e integrado) e ainda caso na banca tudo o que restou do fígado velho de guerra, constante novato no amor, coisa de que nunca entendeu biles, o meu bom coringa de toda rodada.
Sempre que me apaixono migro do frio triste e escuro de mim mesmo para as promessas de terras quentes, irrigadas, verdejantes, iluminadas e felizes da aurora.
Muitas vezes o jogo não era pelo mais, nem pelo melhor, e nós, 4 ases e 1 coringa, de tantas copas, nem percebemos. Chegamos achando que a parada estava ganha e ficamos em último lugar.
Uma coisa, ao menos, penso que aprendemos: - azar no amor? A sorte no jogo é do pessoal do bar.
O Lobo, 16 de fevereiro de 2009.
www.jeanscharlau.blogspot.com
|